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Quanto custa um site para empresa? O que realmente muda o preço

É a primeira pergunta de quase toda conversa, e a resposta honesta incomoda: depende. Mas não depende de um jeito vago — depende de coisas específicas, que dá para listar. Quem entende essa lista consegue olhar para dois orçamentos com valores bem diferentes e saber onde está a diferença, em vez de escolher pelo número menor e descobrir o motivo depois.

Este texto não tem tabela de preço. Tem o que faz o preço subir ou descer, e as perguntas que você deveria fazer antes de aprovar qualquer proposta.

O que realmente pesa no orçamento

1. Quantidade de páginas — mas não do jeito que parece

Um site de cinco páginas não custa cinco vezes um de uma página. O que pesa é quantas páginas são diferentes entre si. Dez páginas de produto com o mesmo layout são um trabalho; cinco páginas com estruturas distintas são outro, bem maior. Quando pedir orçamento, diga quantos layouts diferentes você imagina, não só quantas páginas.

2. Conteúdo: quem escreve e quem fotografa

Essa é a linha que mais surpreende. Se você entrega textos prontos e fotos suas, o projeto anda. Se o texto precisa ser escrito e as fotos produzidas, entram duas especialidades que não são desenvolvimento — e o preço reflete isso. Muita proposta barata é barata porque assume que você entrega tudo pronto, o que raramente acontece.

3. Funcionalidade além do institucional

Apresentar a empresa é uma coisa. Catálogo com filtros, agendamento, área de login, integração com sistema, cálculo de frete — cada um desses é software de verdade, com regra de negócio, teste e manutenção. Um site institucional bem feito e um catálogo com estoque são projetos de portes diferentes.

4. Integrações com o que você já usa

Conectar com ERP, CRM, gateway de pagamento ou plataforma de e-mail não é só 'ligar'. Depende da qualidade da documentação do outro lado, e às vezes o outro lado não tem documentação nenhuma. Se a integração é essencial, ela precisa estar no escopo desde o começo — descobrir no meio do caminho é o jeito mais caro.

5. Prazo

Urgência custa. Não porque alguém digita mais rápido, mas porque comprime etapas que normalmente acontecem em paralelo com o seu tempo de aprovação. Se dá para esperar três semanas a mais, costuma sair melhor e mais barato.

O que quase nunca aparece na proposta e deveria: quem paga a hospedagem e o domínio no ano seguinte, quem faz ajuste depois da entrega, e o que acontece se você quiser trocar de fornecedor.

Por que a proposta mais barata costuma custar mais

Não é regra, mas é padrão: quando a diferença entre dois orçamentos é grande demais, quase sempre um dos dois deixou algo de fora. Os cortes mais comuns:

  • Template pronto adaptado no lugar de layout próprio — funciona, mas o site fica com cara de todo mundo e costuma carregar peso que você não usa
  • Nada de SEO técnico: sem sitemap, sem dados estruturados, sem título e descrição pensados. O site existe e não é encontrado
  • Nenhuma medição instalada — você nunca saberá quantos clientes o site trouxe
  • Você é quem escreve todo o conteúdo, o que é trabalho real não combinado
  • Sem ajuste incluído depois da entrega: cada correção vira orçamento novo
  • Domínio registrado no nome do fornecedor, e não no seu

Esse último merece atenção redobrada. O domínio tem que estar no seu CNPJ ou no seu CPF. Se está no nome de quem fez o site, você não é dono do seu próprio endereço — e isso só aparece no dia em que você quer sair.

As perguntas que separam uma proposta séria

Leve estas para qualquer conversa de orçamento. As respostas dizem mais sobre o fornecedor do que o preço:

  • O domínio fica registrado em nome de quem?
  • O que exatamente está incluído de conteúdo — textos, fotos, ou nada disso?
  • O site já vai com Analytics e eventos de conversão configurados?
  • Quantas rodadas de ajuste estão incluídas, e até quando?
  • Depois da entrega, o que eu consigo editar sozinho?
  • Se eu quiser trocar de fornecedor daqui a um ano, o que eu levo comigo?
  • Quem cuida da hospedagem, e quanto custa por ano?

Como pensar o investimento

Um site não é despesa de uma vez, é um ativo com custo de manutenção — como um carro da empresa. Domínio e hospedagem se renovam todo ano, conteúdo precisa ser atualizado, e a cada ano ou dois vale uma revisão de design e de velocidade.

A conta que importa não é quanto custou, é quanto trouxe. Um site que gera dois clientes por mês se paga rápido em quase qualquer segmento; um site que não gera nenhum foi caro por qualquer preço. É exatamente por isso que a medição não é um extra: sem ela, essa conta você nunca faz.

Antes de perguntar quanto custa, defina o que o site precisa fazer. Trazer orçamento pelo WhatsApp, mostrar catálogo, reduzir ligação repetida — cada objetivo leva a um projeto diferente, e o preço vem depois disso, não antes.

Perguntas frequentes

Dá para começar com um site simples e crescer depois?

Dá, e costuma ser a melhor decisão para quem está começando. O cuidado é construir sobre uma base que aguenta crescer — se a primeira versão for um template fechado, crescer significa recomeçar.

Vale mais a pena usar uma plataforma de montar site sozinho?

Para validar uma ideia rápido, pode valer. O limite aparece quando você precisa de algo fora do que a plataforma oferece, quando a velocidade começa a pesar no ranqueamento, ou quando quer levar o site para outro lugar — aí normalmente não dá.

Quanto tempo leva para o site se pagar?

Depende do ticket do seu serviço e do quanto o site é divulgado. Um negócio de ticket alto pode se pagar com um cliente; um de ticket baixo precisa de volume e de tempo de indexação. Sem medição instalada, essa pergunta não tem resposta — só palpite.

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